UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa.

 

 

O esplendor de Hallstatt, uma aldeia dos alpes austríacos

 

Por Anna Salustino

 

Parece que estamos imersos em um filme. Visitar Hallstatt, na Áustria, tem um significado que compactua com  um universo mágico, o universo de um espetáculo, em que a natureza é a personagem principal, e a mão humana assume o papel de coadjuvante.

Ouvir o barulho de pássaros, contemplar as águas do lago que contornam o local, admirar as flores nas sacadas, observar o movimento dos poucos barquinhos que carregam os turistas e olhar atentamente o sobe e desce do bondinho elétrico que levam as pessoas até a mina de sal, fazem daquela aldeia um lugar quase que inalterado com as tantas tecnologias que nos rodeiam.

Estar em Hallstatt é se desprender de qualquer interferência, é viver naturalmente o lugar, se perder nas poucas ruas, e deixar que o olhar vaguei até onde à vista alcança, se é que ela alcança.

Aliás, é tanta beleza que escorre a nossa frente sem que percebamos de fato, o que houve. Sentar-se na grama, ou deitar-se, ou brincar, como achar melhor, nos leva a passados não tão distantes em que a vida pulsava de maneira real, crua, mais humana. Não sei se me faço entender, mas é que é mesmo difícil encontrar palavras que definam com tanta precisão o que aos nossos olhos fogem devido a tanta beleza exposta na frente.

Encantamento à parte, o nome da aldeia vem da produção de sal, e em 1997, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, no conjunto denominado paisagem cultural de Hallstatt-Dachstein, Salzkammergut.

A atividade humana por lá, remonta a pré-história, com depósitos de sal explorados desde o segundo milênio antes de Cristo.

A beleza real/cinematográfica é tanta, que em 2011 uma companhia estatal chinesa, Minmetals Land, construiu uma cópia desta aldeia na província de Cantão, no sul do país. Como cópias nem sempre conseguem reproduzir o original com tanta verossimilhança, Hallstatt continuará como narrativa única deste caminho chamado vida.

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

OS ALPES E OS LAGOS SUÍÇOS

 

Por Anna Salustiano

 

É como se os olhos não acreditassem no que vissem. É como se o corpo reagisse com o intuito apenas de contemplar a paisagem que se mostrava real, bem na frente, como se as mãos pudessem alcançar algo material, algo concreto. Os olhos mal conseguiam piscar para não perder nenhuma fração de segundo quando uma pupila bate na outra. A sensação ao ver os Alpes suíços e o lago que se debruça nos pés das rochas, foi algo i-n-d-e-s-c-r-i-t-í-v-e-l, com todas as vogais e consoantes separadas.

Eu não sabia se contemplava ou se tirava fotos, tentei fazer os dois com as devidas ressalvas, claro porque as montanhas, com uma certa frequência, exerceram e exercem algum fascínio em meu imaginário, e essas localizadas por cá, tem aquele cantinho guardado no coração, que cabe o mundo. Esta foto do texto foi tirada enquanto o trem passava em Bourg-en-Lavaux – Grandvaux, bem próximo de Fribourg, uma cidade depois de Lausanne. Na parte interna das montanhas e ao redor do lago, existem casas com aquelas arquiteturas tipicamente europeias, flores nas janelas, cadeiras nos jardins, cores suaves, naquelas construções que nutrem conceitos mais amplos do que pilares de sustentação. O trem ia passando e íamos vendo também várias vinícolas, plantações de girassóis, poucos moinhos de vento e muito, muito verde, como se a natureza resolvesse sem pretensão nenhuma, mas com uma exuberância incrível, passar seu recado. A magnitude dos lagos, dos Alpes, dos chocolates que não são poucos, as ruas limpíssimas, em graus superlativos, a segurança e a proposta de um dos países mais aconchegantes da Europa (que eu conheci até agora, rs), pudessem de fato, contribuir com a generosidade com que este local foi feito. Na terra em que tudo é bonjour e merci, resta a gente agradecer e dizer au revoir.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

Por Anna Salustiano

 

Torres Vedras conta com centro de interpretação da presença judaica

Arqueologicamente, a presença de judeus em Portugal está confirmada desde o século II, encontrando registros que documentem a presença no século X. Nesta época, já existiam comunidades notáveis nas principais cidades. No reinado de Dom Afonso Henriques, por exemplo, aparecem vários judeus ligados à Corte, com destaque para o rabi-mor, Yahia Aben-Yaisch.

Desde cedo, Portugal reconheceu e organizou a liberdade comunitária judaica. Comunidade essa que vivia sob a tutela e proteção régia, através de um rabi-mor designado pelo rei. Mesmo com a organização, os judeus tinham maiores obrigações fiscais que os cristãos e estavam privados de alguns direitos.

Era lhe permitido ter atividades comerciais, financeiras e artesanais. Alguns conseguiram altos cargos públicos, uns tantos resolveram se dedicar à ciência e às artes, com ênfase na medicina, astronomia e astrologia. Os judeus portugueses viviam nas áreas urbanas, em judiarias ou alfamas, integrando-se à vida bairrista e cumprindo as normas pré-estabelecidas. Passado o tempo, algumas judiarias foram fechadas, como resultado das medidas segregacionistas das monarquias.

Os registros dos séculos XIV e XV mostram que a população judaica quintuplicou, devido às imigrações causadas pelas expulsões em Inglaterra, França, Aragão, Catalunha e Castela.

Em Torres Vedras, aldeia de Portugal que até hoje, é conhecida pela influência judaica, registra referências da segunda metade do século XIII e nos dizem que a comunidade era bem organizada, estruturada em relação ao poder régio e próspera, o que nos leva a pensar que antes da fundação do reino já existiam judeus no local. Os primeiros que se tem notícia foi um casal, Moisés e Aviziboa que foram citados em uma escritura no ano de 1269. Mas a primeira menção a comunidade só se deu sete anos depois.

Breve História – Judeu é um povo nômade e semita, que segundo as escrituras, descende da tribo de Judá, uma das 12 tribos de Israel, cujo patriarca é Abraão. Com a expansão do Império Romano, por volta do século I, o cristianismo foi considerado a religião oficial do império, o que levou a marginalização e a diáspora dos judeus para o Oriente, África e Europa.

Para quem ficou interessado, o Centro de Interpretação da Presença Judaica, enquadra-se no projeto, Rota Sefarad: Valorização da Identidade Judaica no Diálogo Interculturas e está localizado no Largo Coronel Morais Sarmento, ao pé do Castelo de Torres Vedras. Telefone da Unidade Nacional de Gestão para mais informações: + 351 218 801 175

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

 

Por Anna Salustiano

 

 

O silêncio e a paz que o Jardim Buddha Eden, em Portugal, nos traz

 

Para quem busca paz, tranquilidade, contemplação, o *Jardim Budda Eden, localizado há 70 km de Lisboa estabelece uma ligação consolidada entre o mundo físico e espiritual, entre as nossas reflexões e a nossa pequenez diante das estátuas gigantes, que vemos ao longo da nossa caminhada.

Ao colocarmos os pés na calçada, quem nos dá as boas vindas são enormes palmeiras e flores liláses, cores que nos remetem a leveza do que veremos mais adiante. Logo ali, é possível enxergar a imensidão do local, através da grandeza e do estar constantemente em obras, como nós, que estamos o tempo inteiro nos fazendo e refazendo, nessa perspectiva de melhoramento no processo evolutivo.

E é justamente nesses processos de composição que a enorme quinta de vinhos, que recebe o nome de Loridos, reserva aproximadamente 35 hectares para este jardim, que carrega consigo a mensagem principal do respeito em relação à diversidade religiosa, por contemplar imagens de Buda, da cultura asiática e esculturas africanas destinadas ao povo de shona do Zimbábue, que acredita que cada pedra é detentora de um espírito e que aquele irá influenciar a maneira como a escultura virará pedra.

Quase impossível passar nos lagos com as águas transparentes e não parar para ver os peixes e os patos realizarem suas peripécias e ali mesmo, reconstituírem-se como espécie. Mais para frente um pouco, já é possível enxergarmos a grandeza das estátuas dos budas dourados cercados por escadarias, nos lembrando que para chegar perto e registrar aquele momento numa imagem, é necessário esforço.

Um lugar em que as culturas oriental, asiática e africana elaboram diálogos num profundo silêncio, meditação e exercício de respiração que faz bem a qualquer um.

 

*O Bacalhôa Buddha Eden, no Bombarral, em Portugal é uma propriedade de José Berardo e nasceu como um “protesto”, diante da destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, no Afeganistão, após um ataque terrorista, no ano de 2001.

 

Serviço: O maior jardim oriental da Europa está localizado na Quinta dos Loridos, Rua da Quinta, em Bombarral. Aberto todos os dias, das 9h às 18h, exceto em: 1 de janeiro e 25 de dezembro. Os ingressos custam 4 € e crianças até 12 anos, não pagam.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

 

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UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

 

Por Anna Salustino

 

Avenida da Liberdade abre alas para as Marchas Populares

O dia 12 de junho marca o ponto alto da festa dos Santos Populares, em Portugal. O Santo casamenteiro e também o principal das festividades, Antônio, tem afinal, o  dia da culminância da glória. Todos os anos, a Avenida Liberdade, uma das principais de Lisboa, e palco de inúmeras atividades, cede espaço para música, para o colorido, para um bocado de gente, aplausos e alegrias.

O relógio marcava exatas 21h2 minutos quando as Marchas puxadas pela representante do Bairro dos Anjos (Leiria) saiu de Marquês de Pombal e começou a descer a Avenida até os Restauradores. Seguida da Marcha de Quarteira e da de Viseu. No trajeto era comum ouvir gritos, bandeiras balançando e os participantes empolgados com cada representante que passava, com as canções que ouviam (peculiares da região, juntamente com adornos, produtos típicos locais e vestimentas) e com um humor, que esta época do ano parece estar mais aflorado. No meio do desfile das Marchas, os casais que escolheram este dia 12 para oficializar a união, também participaram da festa, e vestidos como manda o figurino, desceram contentes a Avenida. Para quem faz plano de casar, o dia do Santo, é incentivado financeiramente, pelas Juntas de Freguesia. Sendo essa uma excelente oportunidade para colocar o nome na fila e casar com inúmeras despesas pagas.

A festa também é marcada pela quantidade de estrangeiros presentes por cá, que na ocasião dos desfiles, mesmo contidos, esboçavam algum riso. Era difícil encontrar alguém que por alguns momentos não esboçasse contentamento.

Este ano, concorreram Marchas de 20 bairros e todas tiveram que se enquadrar no mote: “Lisboa, cidade do mundo”, tema que representa, ou simboliza uma cidade cosmopolita, tolerante e aberta a todos.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

 

UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL

 

Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

Por Anna Salustiano

 

No sobe e desce ladeira da Graça, o nosso paladar é logo aguçado pelo cheiro da sardinha na brasa. Ao se aproximar da Vila Berta, aí é que dá aquela vontade quase que incontrolável de comer bifana, petiscos, tomar as imperiais fresquinhas, e dançar aquele bailarico numa rua que nos cativa sem um conhecimento prévio.
Um dos responsáveis em reacender a festa, feita pela primeira vez em 1910, na antiga vila operária, André juntamente com o irmão, Miguel são descendentes do fundador e moram na Vila Berta. Eles montavam o arraial em casa antes de irem para outros bairros, e no ano de 2010, resolveram fazer a festa por lá e convidar alguns amigos.
Pronto, foi só a oportunidade para transformar a rua bem no centro de Lisboa, em um dos maiores palcos dos festejos dos Santos Populares, com direito a ver o altar do responsável pela comemoração, Santo António.
Estar na Vila Berta é saber que imergimos no centro histórico de Lisboa e ao mesmo tempo ter aquela sensação de estarmos numa vila, num lugar que nos remete a ideia de uma sociedade baseada na coletividade, na ajuda mútua e na vontade de celebrar a vida com quem está perto porque a sensação é de uma fraternidade ímpar.
A Vila Berta se veste de bandeiras coloridas, imagens de sardinhas, fitas, flores em um clima festeiro que lembra os antigos arraiais juninos do Nordeste brasileiro.
Parece que todo Santo abençoa aquela rua de uma das cidades mais bonitas do mundo, em que ninguém deixa que a nossa festa acabe.

Serviço: O Arraial vai até o dia 13 de junho e a Vila Berta está  localizada no centro de Lisboa, na Graça.

Informações: 218 820 090 (Egeac)

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Ana Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella