UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

 

Por Anna Salustiano

Os encantos das aldeias portuguesas

Portugal consegue alimentar a dimensão de distintos lugares em um só. As aldeias que existem nestas terras, parecem ter vida deslocada da capital lisboeta e ao mesmo tempo agregada. É como se um não vivesse sem estar atrelada a ideia que move uma grande cidade, mas com o funcionamento típico dali. Nas aldeias, normalmente, tem algo bem próprio daquele local, em Azeitão, por exemplo, existe a torta típica de lá, que é deliciosa. A massa fina derrete-se na boca sem nenhum esforço. De formato arredondado e pequenininho, o pastel lembra o nosso bolo de rolo pernambucano/brasileiro. Só que o de cá, o recheio é com ovo, especialidade de inúmeros outros pratos (aqui se come ovo em tudo). Para além das comidas, Azeitão tem aquele clima gostoso de cidade de interior. As pessoas sentadas nas calçadas conversam até tarde, aqueles casarios em que remontam a fatos históricos dos séculos XVI, XVII que estão conservados e servem várias vezes de ponto turístico para que alguém se posicione na frente deles para alguma fotografia. O calçamento do lugar também faz com que lembremos daquelas ruas que víamos em livros de História. As praças com fontes e a natureza frequentemente presente, nos levam a estabelecer diálogos próprios em um constante exercício de aprofundamento do eu/espírito/existência.

Em um dos poucos restaurantes do lugar, que dia de semana está cheio, cativa-nos pela simplicidade e requinte de uma comida tipicamente regional (bacalhaus, saladas, vinhos, doces). O lugar cercado de verde, disponibiliza de algumas mesinhas dentro e fora do local o que nos aproxima ainda mais do universo típico de um interior (nos seus mais amplos sentidos). É gostoso sentir as particularidades dessas aldeias portuguesas e é como se o corpo respondesse a algo já vivido há muitos anos. Para quem acredita em outras vidas, pode ser que meu espírito tenha passado por essas ruas, aldeias ou lugares. Quem sabe?
A palavra Azeitão é utilizada para referir um conjunto de povoações que tem um peso turístico nas vilas Nogueira e Fresca.

Acobertada pela serra da Arrábida, o lugar conta com a presença humana há milénios, mas foi sobretudo a partir do século XV que Azeitão ganhou prestígio, com a instalação de famílias nobres.

Azeitão é uma freguesia portuguesa do Concelho de Setúbal, com pouco mais de 20 mil habitantes.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

 

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UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

Por Anna Salustiano

 

A vida portuguesa no Mercado da Ribeira

Costumo dizer que mercados públicos traduzem com uma fidelidade ímpar as expressões da vida local. O Mercado da Ribeira é um desses pontos, em Lisboa. Aqui, as pessoas podem fazer refeições, comprar doces típicos, manteigas, carnes, bebidas, ervas, livros, artesanatos, ou apenas, sentar para conversar e admirar o local que por si só, já contém atrativos diversos. Seja por meio da arquitetura, apresentando logo na entrada os conhecidos azulejos portugueses (em tons azul e branco), normalmente com alguma referência a forte influência cristã, ou ainda, contemplando os nomes criativos dos quiosques como: “Nós é mais bolos”.  Para quem quer descansar depois de tanto bater perna, pode sentar-se nos banquinhos de madeira com mesas grandes para que a conversa ali seja prioridade, o que faz lembrar daqueles momentos de reunião familiares ou festas com amigos mais próximos.

O estar no Mercado, traz à tona o quanto a vida ali expressa-se humanamente real, através de alguém que entra apressado, de um cortador de carne que está com a roupa branca cheia de manchas de sangue por ter tratado vários cortes naquele dia de trabalho, por observar turistas que entram apenas para comprar alguma lembrança, ou fotografar algum prato colorido. Por observar a paciência de quem está a horas em pé, para vender livros, ou no humor, de quem para sobreviver, necessita chamar as pessoas para experimentar doces, na tentativa de que levem algo para casa e assim garantir o emprego.

Estar no Mercado da Ribeira é daqueles programas que a alma sorri, sem precisar de muito, porque parece que o espírito conhece o quanto é necessário se apropriar de processos cada vez mais humanos para tornar o dia a dia mais cheios de boniteza.

História – O Mercado da Ribeira foi entregue à população no ano de 1882, e de lá para cá, já passou por inúmeras reformas. Com a última, em 2001, o espaço ampliou sua atuação, por ter investido também na vertente social, cultural e recreativa. Aqui, são realizado os Bailes da Ribeira e vários espetáculos musicais.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa.

 

Por Anna Salustiano

 

O colorido de uma viagem pintada pelo artista António Carmo

 

Ao entrar na exposição que recebe como tema: A Viagem, do pintor português, António Carmo, o olhar não sabe para onde vai. O colorido que marca sua obra, nos traz encantamento, daqueles que lembram o tempo da nossa infância, quando nos sentíamos muito bem ao pintar, ao dar vida aqueles traços através das cores. Lembrou também a produção do pintor russo, Kandinsky que colocava cor em tudo, absolutamente tudo.

Das exposições que já vi cá, e não foram poucas, nestes quase seis meses, a de António nos encanta e cativa em um universo repleto de significado, em que a adesão é feita de imediato. As cores mexem diretamente com as nossas emoções através do equilíbrio e da organização, fatores que contribuem para que não entendidos e entendidos da arte se sintam bem na frente daqueles quadros, que ganham uma dimensão maior que a que naturalmente tem.

 

A primeira exposição do artista foi no ano de 1970, com um desenho contrário ao regime político ditatorial que Portugal vivia naquele momento, e de lá para cá, toda a sua obra carrega um posicionamento político, por mais sutil que seja. Talvez esteja aqui, o motivo de eu ter gostado tanto da exposição. Só para citar alguns países que o artista já levou cor, vida e arte, no sentido mais concreto da palavra, fazemos referência a Inglaterra, Holanda, Alemanha, Luxemburgo, Japão, Macau, Marrocos, Brasil e Polônia.

 

A Viagem: Exposição Retrospectiva do Pintor António Carmo – 50 anos de pintura

Para quem ficou curioso, os óleos sobre as telas podem ser apreciados na Biblioteca Nacional de Portugal, localizada em Campo Grande, Lisboa, de segunda a sexta- feira, das 9h30 às 17h30. A entrada é gratuita. O telefone de lá é o: 21 798 21 68

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL
Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa.

 

Por Anna Salustiano

 

Contemplar o rio Tejo do Cais do Sodré

Sentar-se para contemplar o rio Tejo e a margem Sul é um programa feito tanto por lisboetas como turistas.

O Cais do Sodré, bem no centro de Lisboa é um desses espaços em que todas às vezes, nesses quase seis meses que estou cá, quando passo tem gente, e claro, que eu também sentei-me para admirar, agradecer e refletir olhando o Tejo e as embarcações que passam nesses últimos dias de verão.

Ladeado pela Avenida 24 de Julho, a Ribeira das Naus e Praça Duque da Terceira, o centro do Cais do Sodré conta com uma praça que tem canteiros e algumas espécies vegetais. Além de uma estátua do Homem do Leme, que simboliza as origens históricas do povo português e parece cuidar, atentamente, da vida que pulsa no lugar.

O Sodré conta com um jardim que recebe o nome de Roque Gameiro, é lá, justo lá, que os ônibus da Carris  (autocarros, como chamam aqui) param, servindo também como rotas para inúmeros endereços da capital lisboeta. E ainda, para quem opta pelo metro e desce na última paragem da linha verde, desemboca bem no centro do Cais. Normalmente, as pessoas que vão pegar algum transporte fluvial para outra margem do Tejo, também podem passar por lá, comprar o bilhete e usufruir dos serviços.

É de um jeito simples, prático e responsável pelo tom contemplativo, que o Cais do Sodré disponibiliza inúmeros transportes para vários locais dentro e fora de Lisboa. A sensação é como se a cidade estivesse representada minimamente naquelas plataformas disponíveis para o embarque e desembarque constante, de passageiros.

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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Por Anna Salustiano

 

 

Modernismo e Galeria de Arte São Mamede andam de mãos dadas

Rostos talhados na madeira com uma precisão chamam a nossa atenção quando passamos na calçada da Galeria São Mamede, localizada próxima ao Largo do Rato, na Rua da Escola Politécnica. Curiosa do jeito que sou, resolvi entrar no lugar para saber quais eram os quadros expostos e deparei-me com uma imensidade de obras na chamada Coletiva Verão.

A Galeria abriu às portas no final dos anos 60 e desde então, tem se caracterizado por expor obras de vários artistas que retratam, sobretudo, características do movimento modernista.

Aspectos presentes nos acrílicos sob papel, fotografias, resina de poliéster, colagens e reciclagens, escultura em ferro pintado, pintura sob tela, escultura em madeira, óleo sob platex, escultura em bronze, grafite sob mármore, fusão de vidro.

que fez um desenho à pena em preto e branco, e nele estão presentes formatos geométricos de corpos adultos, animal, órgãos humanos, bandeira e asas. A obra é chamada de: “Eis o parto da partida” e custa €11 mil.

Esses e outros quadros podem ser vistos de segunda a sexta das 11h às 20h e nos sábados das 11h às 19h. A entrada é gratuita.

A Galeria São Mamede foi criada por Francisco Pereira Coutinho e está localizado na Rua Escola Politécnica, 167, LISBOA

Telf. 213 973 255

Fax. 213 952 385

Email: galeria@saomamede

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

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Por Anna Salustiano

 

Feira da Ladra é do século XIII

Desde pequenininha ouvi dizer que sábado era o dia de irmos a feira. Quem é do interior, normalmente, costuma internalizar essas informações e vivênciá-las quando tem oportunidade. Aqui em Portugal, vez ou outra, vou à feira de rua aos sábados. E ali, é como se as origens voltassem com mais intensidade. A Feira da Ladra, em Lisboa é dessas que se encontram tudo, ou quase tudo.

A Feira da Ladra como é conhecida, tem registro do século XIII, do ano de 1272, e depois de andar um bocado até encontrar um lugar fixo, hoje, fica aos pés do Panteão Nacional, no Campo de Santa Clara, em um lugar ladeirado que só a vista já compensa o fato de estarmos ali. Lá, encontramos antiguidades, roupas, calçados, relógios, quadros, comidas, souvenirs, artesanatos e mais, muito mais. Parece não ter fim a quantidade de coisas que vemos dispostas, em sua maioria, no chão, para que as pessoas se abaixem e apreciem com mais detalhes a mercadoria. Pode-se ficar em pé também, mas é pouco provável que alguém se renda a vontade de acocorar e pegar naqueles objetos que inúmeras vezes carregam além do valor de mercado, o afetivo, porque são de segunda mão e já foram utilizados por uma ou mais pessoas.

Do que mais me chamou atenção, foi um senhor que passou cerca de 20 minutos negociando uma radiola, que o vendedor queria passar por 50 euros, mas o comprador só levava por 40. Nesse impasse, eu estava junto e me aproximei pra ver o que se passava, e no debate estabelecido entre os dois, argumentos fortes dos dois lados faziam-nos pensar, quem conseguirá, no final das contas convencer. E o comprador, acabou que conseguindo levar já na última frase, quando disse: “me diz lá só uma coisa? Há quanto tempo queres vender a radiola”? E o vendedor afirmou: “há exatos quatro meses”. Voltamos a palavra ao futuro dono e ele finaliza: “eh pá, eu estou a dar-te 40 euros e não queres? Eu vou embora”. Depois dessa, não houve demora, seu José pegou a radiola colocou numa sacola e entregou ao João, agora, o dono daquele objeto musical.

Em seguida, ainda troquei umas palavras com os dois, embaixo de um sol de no mínimo 35 graus, e resolvi com aquela cena e com a lembranças, da época que eu morava em Limoeiro, no interior de Pernambuco, e ia aos sábado pra feira com mainha, que já era hora de pegar o ônibus, ou melhor, o autocarro e ir pra casa.

Um pouquinho da história – no ano de 1552, surge a primeira informação da feira no Rossio e em 1610 aparece a denominação, Feira da Ladra, num escrito oficial e desde o ano de 1882 que funciona no Campo de Santa Clara.

A feira da Ladra acontece terças e sábados, manhã e tarde.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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