OS LÍRIOS DO CAMPO

Satyaprem, mestre contemporâneo, após anos dedicados à terapia e meditação, sob os apontamentos de Osho, compartilha desde 2000 o fim da busca ou, mais precisamente, o encontro com a Verdade – significado de “satsang”.

 

Por Satyaprem

 

Nós somos bombardeados com desejos – basta ligar a televisão para ver. Vejam as propagandas e você estará sendo bombardeado. Estou aqui para apresentar uma nova proposta. Pois, que bom seria se você pudesse existir em um plano onde não houvesse necessidade de absolutamente nada, nem ninguém que o entenda, não é mesmo? Que bom seria não ter a necessidade de que alguém goste de você ou o aceite, sim? Venho falar, então, de um “lugar” onde não existe ninguém, nem você, porque para existir alguém que o aceite, precisa existir um “você” querendo ser aceito. Vá a essa dimensão onde não tem esse você para ser aceito, amado, entendido ou que deva chegar a algum lugar, por não ter lugar nenhum para chegar. Aliás, por que você não se desilude de uma vez por todas e nota que só tem um lugar onde chegamos, ao final desse jogo de xadrez que chamamos de vida? Dia após dia, movem-se as peças – o bispo, a rainha, o cavalo… – e no final: o inevitável xeque-mate.

Se você se desilude, não existe mais nenhum lugar para ir, porque não existe nenhum lugar para chegar. Fica absolutamente claro que uma grande quantidade de prioridades que você tem são ilusórias. Mover-se a partir de Satsang, é resgatar a clareza de que não existe nenhum lugar para ir. E, a partir disso, é provável que você faça coisas menos negativas, destrutivas, do que quando existem metas a serem alcançadas.

Olhe os passarinhos! Todos os passarinhos que habitam o planeta, vivem sem metas. Ou, como aquele dizer mítico: “Olhai os lírios do campo”. Aqui e agora, sem pensar, você existe na mesma dimensão que os lírios do campo. Se você entra no tempo e constrói mentalmente quem você pensa que é, você se vê acima dos lírios do campo. O que faz com que você pratique, na verdade, uma existência abaixo dos lírios, porque subentender-se superior àquilo que é natural no mundo, é nefasto.

Satsang propõe o acesso, inteligentemente, a uma espiritualidade verdadeira, não supersticiosa. Não existe ninguém que possa salvá-lo. Mas você tem que desmascarar para você mesmo a ideia de que você seja alguém – quem quer que esse alguém seja. Não abandone nenhum prazer que o mundo lhe propõe, mas os tenha em segundo plano, eles não são prioridade.

Acesse: www.satyaprem.com

Foto de perfil: Videhi Prem / Especial para #AgênciaJCMazella

Foto de capa: Veetmano Prem  / AgênciaJCMazella

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