UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL

Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

OS ALPES E OS LAGOS SUÍÇOS

 

Por Anna Salustiano

 

É como se os olhos não acreditassem no que vissem. É como se o corpo reagisse com o intuito apenas de contemplar a paisagem que se mostrava real, bem na frente, como se as mãos pudessem alcançar algo material, algo concreto. Os olhos mal conseguiam piscar para não perder nenhuma fração de segundo quando uma pupila bate na outra. A sensação ao ver os Alpes suíços e o lago que se debruça nos pés das rochas, foi algo i-n-d-e-s-c-r-i-t-í-v-e-l, com todas as vogais e consoantes separadas.

Eu não sabia se contemplava ou se tirava fotos, tentei fazer os dois com as devidas ressalvas, claro porque as montanhas, com uma certa frequência, exerceram e exercem algum fascínio em meu imaginário, e essas localizadas por cá, tem aquele cantinho guardado no coração, que cabe o mundo. Esta foto do texto foi tirada enquanto o trem passava em Bourg-en-Lavaux – Grandvaux, bem próximo de Fribourg, uma cidade depois de Lausanne. Na parte interna das montanhas e ao redor do lago, existem casas com aquelas arquiteturas tipicamente europeias, flores nas janelas, cadeiras nos jardins, cores suaves, naquelas construções que nutrem conceitos mais amplos do que pilares de sustentação. O trem ia passando e íamos vendo também várias vinícolas, plantações de girassóis, poucos moinhos de vento e muito, muito verde, como se a natureza resolvesse sem pretensão nenhuma, mas com uma exuberância incrível, passar seu recado. A magnitude dos lagos, dos Alpes, dos chocolates que não são poucos, as ruas limpíssimas, em graus superlativos, a segurança e a proposta de um dos países mais aconchegantes da Europa (que eu conheci até agora, rs), pudessem de fato, contribuir com a generosidade com que este local foi feito. Na terra em que tudo é bonjour e merci, resta a gente agradecer e dizer au revoir.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

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