UM BOCADINHO DE VIVER EM PORTUGAL

Sou Anna Maria Salustiano, nascida na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco, jornalista pela Universidade Católica de Pernambuco, Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco UFPE-Brasil, professora, aprendiz, estudante de Doutoramento, na Universidade Lusófona, em Lisboa

 

 

Por Anna Salustiano

 

Cultura mexicana retratada através de máscaras 

O resultado dos inúmeros confrontos entre as culturas indígenas, europeias e africanas resultou num dos traços marcantes da identidade mexicana, a utilização de máscaras. Na exposição que recebeu como tema: Do Carnaval à Luta Livre. Máscaras e Devoções Mexicanas, o Museu de Lisboa recebeu até o dia 1 de outubro, mais de 250 máscaras elaboradas no século XX e XXI e feitas das mais variadas formas possíveis. Ao olhar para cada uma podemos observar o cuidado com que cada uma é feita; cuidado esse destinado exatamente para expressar características de festivais religiosos, outras, para serem usadas em protestos públicos, e outras, para luta livre.

O estar ali bem na frente daquelas máscaras remete a um imaginário festivo, não só no sentido literal da palavra, mas também na concretude de ver de maneira palpável o esconder de um rosto que pode deixar pistas de quem o esconde e porque o faz.

Fiquei fascinada pelo fato de nunca ter visto de frente aquelas imagens que traduziram tanto significado em algum período do tempo e que este tempo continua.

Quando a gente volta um pouco na história, lembramos da batalha entre mouros e cristãos que deu os primeiros passos no norte e sul da Espanha medieval  e essas batalhas foram apresentadas pela primeira vez no México, num lugar chamado Coatzacoalcos em 1524.                  Essas batalhas além de celebrar a vitória dos espanhóis sobre os mouros e a expulsão desses povos da Península Ibérica apresenta ainda, o triunfo do Cristianismo (visto, encarado como bem) sobre o paganismo (como se fosse o mal).

Por conta disso, foram inventadas performances como a danças da conquista, pluma, Tenochca, Archareos e outras, com intuito de reencenar a humilhação e reiterar a sujeição indígenas ao domínio espanhol.

Em algumas comunidades do Vale de Oaxaca e em Jalisco a história da dança, com as máscaras traz os indígenas como vencedores sobre o mal.

As cores, o fascínio e a riqueza de cada máscara levou meu inconsciente e espírito novamente ao México, como quando lá estive, corporalmente falando, em 2016.

O comissário da exposição é Anthony Shelton, antropólogo e colecionador de máscaras mexicanas, resultado do longo trabalho de campo em várias regiões do México.

 

Texto : Anna Salustino/Especial para AgênciaJCMazella

Foto reprodução: Anna Salustiano/Especial para AgênciaJCMazella

 

Parceria: https://o-tuga.com/

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